20.12.09
Viagem...
De ácido. Creio.
Fala, Pato.
Meu velho, fique com a mente e o coração tranquilo, porque nesse período que esteve aqui, todo mundo também curtiu muito sua presença. Saiba que essa recíproca é altamente verdadeira. Ao menos de minha parte, esteja certo disso. Se precisasse classificar em poucas palavras você, talvez uma frase curta, seria algo como: "Presença de espírito". Sei que soa mais como slogan de marca de Whisky, daqueles que nos cobram os olhos da cara e nos deixam como novos na manhã seguinte, mas é algo de coração. Diria, até, uma classificação mezzo amigo-de-fé-irmão-camarada, mezzo vamos-dar-o-fora-daqui. Meio rock and roll, meio reggae praiano. Entende o que digo? Eu, em tantos casos, como nesse, não entendo. Com honestidade. Não entendo mesmo. Lembro vivamente daquela vez em que, bêbados, trôpegos pela Jerônimo da Veiga, cantávamos a plenos pulmões uma versão improvável de Ce Mortel Ennui (com seu francês capenga, aprendido com Dona Tereza, aquela sua vizinha da época que moraste em Porto Alegre), do mestre Gainsbourg, entre soluços e gritos desesperados. Parecíamos, com toda certeza, e clareza, dois existencialistas amalucados, apatetados, deslocados no tempo e no espaço. Dois pândegos, diria minha finada avó. Estou mentindo, meu caro? Encaremos os fatos: de tediosa, nossa vida não tinha nada.
Fique com Jah, e mande abraços fraternos na Julinha e no Tobby (cachorro louco aquele seu). Siga sendo aquele cara sempre animado, levantando a moral de todos, o ombro amigo para todas as horas.
P.s.: Não pense você que eu nunca soube que aquela sua citação, "o verdadeiro herói é aquele que se diverte sozinho", é do Baudelaire. Acorde, Pato!
Ricardo.
postado por Ricardo Lima às
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