19.11.09
Caderno de anotações, elucubrações, memórias e rabiscos (Parte VII)
Geisy Arruda e as cariocas
Sei que não é dos melhores parâmetros, mas essa história toda deflagrada na Uniban, na qual a estudante Geisy Arruda, despertou em mim uma profunda admiração pelas cariocas. Por que disso tudo? Onde já se viu fazer qualquer tipo de discriminação pelo tamanho da roupa da pessoa?
Ora, amigos, raciocinem comigo, há algum problema em ir à Universidade de microvestido? Sinceramente, há? Talvez sim, talvez não. Claro, dependendo da formação familiar, soará um tanto estranho esse tipo de atitude, mas, nesse caso, trata-se de uma pessoa simples, rasteira, que não consegue nem mesmo se expressar corretamente. Troca erres e por esses a todo momento. Para ela, mãe, pai, irmãos, sair de casa de minissaia é algo absolutamente normal.
Obviamente, aqui não vai nenhuma crítica ao seu ato, mesmo porque, para os homens em geral, exceto os de São Bernardo, onde fica a Uniban, é uma dádiva dos deuses poder ver uma mulher bonita com roupas curtas e extravagantes. Chama a atenção e vale aquela máxima antiquíssima: Tudo que é bonito é para se mostrar. Nesse caso, também surge a velha questão da subjetividade. Ela é bonita? É gostosa? Para alguns sim, e para outros não. A mim, honestamente, não agrada. O estilo, o jeito, a forma. Mas, ela deveria ter todo o direito do mundo de andar da maneira que se sente melhor. Não acham?
Dentro dessa seara específica, de vestimentas, é bom observar o comportamento da mulher carioca, que, de maneira geral, se veste como se sente melhor. Se é bela e cheia de curvas, abusa de roupas curtas, tops e vestes coloridas, para combinar com a paisagem estonteante da capital fluminense. Há, também, as mais recatadas, como em todos os lugares. Como passei um bom tempo andando por terras cariocas, tanto capital quanto litoral (Cabo Frio, Arraial, Rio das Ostras e Búzios), posso assegurar que a mulher carioca sabe se vestir muito bem, e em todas as ocasiões. Na praia, então, é o grande festival dos corpos bonitos em profusão que, somados aos temperos naturais como o sol, o mar, a areia finíssima e alva, conferem ao Rio de Janeiro a alcunha de capital da beleza e da liberdade dentro desse nosso Brasilsão.
Se nos orgulhamos tanto de sermos um país de clima quente, tropical, de pessoas nobres e cordiais, é chegada a hora de mirarmos o exemplo carioca, para que nunca mais aconteça uma cena dantesca e surreal como a ocorrida dentro da Uniban. Ou, daqui a pouco, poderemos bater orgulhosos no peito para nos orgulharmos de ter um aspecto cultural retrógrado como o do Irã ou do Iraque.
É isso mesmo que vocês querem?
Fernanda Young e a Playboy da vergonha alheia
Pois é, Fernanda Young, a irritadíssima, dia e noite, posou para a revista masculina de maior circulação no Brasil. Sou da opinião de que qualquer um pode fazer qualquer coisa da própria vida, já que isso torna todos iguais e todo aquele blá blá blá politicamente correto. Penso assim pois, no meu caso, faço justamente, e unicamente, as coisas que almejo. O caso é que Fernandinha Young, a estrela maior no quesito "bons roteiros para televisão" (isso é uma ironia, amigos), foi protagonista de uma das maiores vergonhas alheias da história da Playboy, sendo superada apenas pela rainha Hortência. Por que digo isso? Porque Fernanda é a rainha do achismo. Acha que tem atitude, acha que interessante, acha que é inteligente e acha mais uma porção de coisas. Bom, eu também acho uma porção de coisas, para ser muito sincero, mas não saí em nenhuma revista mostrando as minhas partes íntimas. Isso não é puritanismo de minha parte, vejam bem, mas seria conveniente que apenas pessoas que se adequam ao perfil "peladístico" da publicação se propusessem a posar. Os que ainda não viram as fotos, procurem ver para partilhar do sentimento. Acho que quem citou as coisas mais acertadas sobre o ensaio foi Danilo Gentili, do CQC, via Twitter. Leiam lá.
Quanto a patrocinar a revista de Fernanda, não é o caso. Mesmo. Coloquem as palavrinhas mágicas "Playboy Fernanda Young Baixar", no Google, e divirtam-se.
O mundo é dos feios, como diria Xico Sá
A filial do Orkut para gente bonita e gostosa, Beautiful People, chegou ao Brasil há pouco mais de duas semanas e já começou errando. Me candidatei e fui considerado top do top do lindo. Realmente, o negócio não funciona direito. Mas, tudo bem, beleza é subjetiva, não é mesmo, amigos?
Cinema argentino continua sendo o melhor do mundo
Conforme conversei com uma amiga há alguns dias, o cinema argentino deve permanecer como o melhor do mundo por muitos e muitos anos. Depois de conhecer trabalhos sensacionais de cineastas como Lucrecia Martel, Juan Jose Campanella, Pablo Trapero, Marcelo Piñeyro, Fabian Belinski e, o melhor, com sua temática judaica, Daniel Burman, segui aos cinemas sem muita expectativa para assistir à comédia Um namorado para a minha esposa. Pois, fiquei surpreso de sair do cinema, em pleno domingo à noite, com um belo sorriso estampado no rosto. Uma comédia inteligente, bem escrita, bem montada e com um elenco afinadíssimo. Assistam! E vejam também o já citado 500 dias com ela.
postado por Ricardo Lima às
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