28.7.08

Música - Eric Dolphy, Out to lunch



Como diria o personagem mirim de Woody Allen em Annie Hall, se bem me lembro, "The world is expanding". Pelo menos pra mim, é o que acontece. Conheci esse som muito por acaso e agora não consigo parar de escutar. Quando não estou ouvindo Eric Dolphy, volto para Chet Baker. Quando não fico em nenhum dos dois, por qualquer motivo que seja, parto para Bernard Pretty ou Skull Snaps. Momentos de reflexão total. Agora, pra se afundar em pensamentos, nada melhor que o tubista (isso mesmo, senhoras e senhores, um rapaz que toca a temida tuba) Ray Draper e seu quinteto.

Just thinking.

Essa semana, tive o desgosto de ouvir o aclamado cd (crítica e público, isso não pode estar certo) de Esperanza Spalding. A foto de capa é sensacional e o encarte possui uma arte primorosa. A moça tem muito estilo, isso eu devo admitir. Escolheu muitíssimo bem seus companheiros de banda, mas, infelizmente, suas intenções ao beber na fonte da música brasileira foram em vão. A moça deve ter engasgado com a nossa água límpida e pura. Corram o quanto puderem desse disco. Eu tentei resenhar, mas foi impossível.

Não arrisquem, comprem um disco qualquer das minhas divas absolutas: Ná Ozzetti, Mônica Salmaso ou Maria Bethania. Com elas, não tem erro e nem engano.


postado por Ricardo Lima às